AUTOMAÇÃO “REAL” – QUAL A SUA VERDADEIRA UTILIDADE?

No conceito de automação, cada item deve ser colocado a serviço do cliente, personalizando-se a tecnologia para seu estilo de vida

Texto: Fernando Ramos
Imagens: Divulgação

Antes de qualquer coisa, eu gostaria de esclarecer e explicar que iluminação não é automação. Vou direto ao ponto, e de cabeça, pois muita gente ainda confunde controle de iluminação com automação “real”.

Os controles de iluminação, basicamente falando, são sistemas criados para facilitar a vida do usuário. De quebra, ainda economizam energia e tornam os projetos de decoração mais belos, com suas cenas criadas para cada tipo de situação (por exemplo: na hora de assistir a um filme, ficam apenas duas luminárias acesas, operando com 10% de sua capacidade; ou, na hora de relaxar, acendem-se apenas as luminárias que dão foco às plantas).

A esta altura do campeonato, o leitor deve estar se perguntando se preciso ser internado, ou algo assim. “Mas isto não é automação?”, deve estar se questionando. Ora, é claro que sim. Mas é a automação do projeto de iluminação, que consiste em controlar um conjunto de circuitos via controle-remoto (e não a automação “real”).

E quando falo em automação “real”, me refiro ao sistema de comando do sistema de iluminação e, também, do sistema de ar-condicionado, da aspiração central, do home theater, das persianas, dos sistemas de irrigação etc.

A automação já se encontra, há algum tempo, entre os assuntos mais discutidos para as revendas especializadas. Sistemas residenciais ou comerciais, dos mais simples aos mais complexos, estão disponíveis para os clientes. Mas, normalmente, esquecem de explicar o básico. Qual é a utilidade da automação? E por que devo automatizar minha casa ou meu escritório?

A automatização deve buscar, primeiramente, oferecer aos usuários mais segurança, economia, conforto, entretenimento e praticidade. Mas, para obtermos resultados satisfatórios, temos que considerar detalhes pertinentes à infraestrutura, conhecimentos gerais do integrador e perfil dos usuários.

Quanto ao integrador (ou consultor), busca-se, no profissional, uma visão completa dos diferentes sistemas que devemos incluir em um projeto – e que precisam funcionar paralelamente, tais como: áudio, vídeo, som ambiente, TV por assinatura, segurança e alarmes, sistemas de iluminação e telefonia, redes de dados e informática, ar-condicionado e aquecimento, persianas e cortinas elétricas, eletrodomésticos inteligentes e produtos de utilidades domésticas (irrigação, aspiração central, bombas e motores e o gerenciamento de energia).

No conceito de automação, cada item deve ser colocado a serviço do cliente, personalizando-se a tecnologia para seu estilo de vida e/ou necessidades reais. Afinal, mesmo os bons produtos – se estiverem fora da necessidade ou se forem mal-instalados – podem virar um pesadelo. Manter o sistema flexível, para facilitar futuros upgrades, é obrigação do integrador. E recomenda-se definir meios para que, em uma eventual falha dos sistemas principais, não se percam funcionalidades básicas para os usuários.

Ou seja: neste processo em que a tecnologia deve se adaptar aos usuários (e não vice-versa), será necessária uma fase de adaptação e de aprendizado por parte dos clientes, devido a hábitos que não serão mais necessários pelas novas características dos ambientes (que, aí sim, poderão ser chamados de “automatizados”). Agora que me fiz entender, a automação de iluminação, na maioria dos casos, já deixa muitos satisfeitos. Mas automação “real” é algo bem diferente.

 

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