O PAPEL DO ARQUITETO NA AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL

Arquiteto que apresenta a automação residencial a seus clientes contribui para a futura valorização dos imóveis que projeta

Texto: George Wootton 
Imagens: Divulgação

A automação residencial é muito mais “pessoas” do que “coisas”. Ela existe para servir ao ser humano e é assim que seu valor é percebido. É usada para eliminar tarefas repetitivas, complexas ou enfadonhas do dia-a-dia, aumentando nossa percepção de segurança e conforto. No processo de implantação de um sistema de automação, devemos considerar certos fatores: os participantes diretos, um mediador e o “momento ideal”.

Um dos participantes é o engenheiro ou integrador, responsável por definir o sistema, escolher os equipamentos, programar as funcionalidades e instalar e treinar o usuário. O outro é o cliente, que pouco sabe de automação, desconhecendo suas possíveis funcionalidades e alheio, em um primeiro momento, aos benefícios que a tecnologia pode proporcionar. O relacionamento entre o engenheiro e o cliente não é dos mais fortes, já que existe a pressão do aspecto comercial nesta relação: um tentando vender e o outro, sem saber exatamente o que está comprando.

Mediação

Para que todos saiam ganhando, é necessário um mediador. Alguém que tenha um relacionamento com o cliente baseado na confiança e no entendimento – e uma parceria respeitosa com o fornecedor. O mediador precisa conhecer os benefícios e potencialidades de um sistema de automação, bem como suas principais características técnicas e as vantagens e desvantagens de cada solução. Mas não precisa se preocupar com detalhes técnicos, esquemas de ligação e linguagens de programação.

O mediador também deve conhecer o cliente e seu estilo de vida, bem como as rotinas e preferências das demais pessoas que moram com ele. Precisa compreender, enfim, o uso que a tecnologia terá na residência. O “momento ideal” surge quando o cliente está discutindo e avaliando a construção ou reforma de uma propriedade, quando ele conversa com a família sobre a utilização que será dada a cada cômodo e busca uma melhoria na sensação de conforto. É a hora em que ele almeja adaptar o imóvel à sua forma de viver, ao seu dia-a-dia.

E quem seria melhor, para desempenhar o papel de mediador, que o arquiteto, já que é este profissional que está discutindo com o cliente os aspectos de funcionalidade da residência durante uma construção ou reforma? É nele que o cliente deposita sua confiança, pois o trabalho conjunto para o desenvolvimento do projeto fez com que o arquiteto tivesse um entendimento mais profundo dos desejos e necessidades do proprietário, mesmo sem este último saber expressá-los claramente.

O arquiteto também é um grande “acumulador” de experiências, tendo a capacidade de sugerir aplicações que o engenheiro não conseguiria enxergar, até por não conhecer adequadamente o cliente. O arquiteto acaba se tornando um patrocinador da automação residencial quando comprova que esta tecnologia valoriza os seus projetos, apresentando um diferencial focado na modernidade e no conhecimento.

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