Automação residencial faz a casa se tornar inteligente

Admirável mundo novo da automação residencial: nova forma de morar

A designer de interiores Giseli Koraicho destaca a utilização de recursos tecnológicos no desenvolvimento de projetos de casas inteligentes

Fotos Eder Bruscagin

Não há como negar: a alta tecnologia chegou à vida cotidiana para ficar. E há razões de sobra para isso, já que os sistemas de automação residencial trazem grandes benefícios ao nosso dia-a-dia. Com ampla experiência na realização de projetos de interiores que dialogam com essa tecnologia, Giseli Koraicho, do escritório Infinity Spaces, acredita que o recurso proporciona ao morador mais tempo para o que realmente importa.

Muitas possibilidades

Segundo a profissional, tudo o que permitir conectividade com a energia elétrica pode ser integrado ao projeto de automação de um lar moderno. Ou seja: a tecnologia pode ser empregada para facilitar o acesso à garagem, abrir e fechar portas e persianas ou acionar o ar condicionado e controlar as câmeras de segurança. “Tudo é pensado para trazer praticidade, comodidade, segurança e economia de recursos, como a energia elétrica”, afirma Giseli.


Neste escritório, a profissional optou pela automação da persiana e luz dimerizável cortinas

Ela recomenda que a automação seja realizada durante a execução do projeto dos ambientes, o que permitirá promover adaptações para as instalações e equipamentos. “Se decidida posteriormente, é bem provável que sejam necessárias pequenas reformas para organizar tudo com segurança e não deixar a estrutura aparente”, diz. Outro coringa da tecnologia é o conforto que ela proporciona: imagine poder programar remotamente a cafeteira para passar aquele “cafezinho” gostoso, ou programar as persianas para impedirem a entrada de luz natural na casa quando você estiver fora (poupando os móveis da contínua incidência dos raios solares).

O acionamento das tarefas domésticas é feito por meio do sistema, que pode ser acionado a partir de um simples tablete ou smartphone. “Desde a irrigação do jardim, observação das câmeras de vigilância e o alimentador para os bichinhos de estimação podem ser incluídos na inteligência artificial que comanda a programação”, afirma Giseli. Caberá à empresa incumbida de instalar a automação verificar a confiabilidade dos sistemas implantados – um cuidado que não se exclui, já que as informações ficam armazenadas em nuvem e não pode ocorrer, em nenhuma hipótese, a interceptação desses dados.

É muito caro?

Esta é uma pergunta que muita gente se faz, considerando que as casas inteligentes ainda são uma novidade. Mas Giseli afirma que, com o surgimento de várias empresas versadas nessa tecnologia em nosso mercado, os preços têm se tornado mais acessíveis. No entanto, com o aumento da oferta, deve haver um critério ainda maior na hora de adquirir esse recurso: pesquise o histórico da empresa e comprove sua idoneidade antes de fechar o negócio.

De qualquer forma, é bom que todos comecem a se acostumar com as casas inteligentes, que deverão se tornar cada vez mais comuns no futuro próximo. “Somos uma sociedade movida pela força da internet”, prossegue Giseli. “A tecnologia Wi-Fi se tornou uma aliada dentro de casa, uma vez que, além das conexões, permite eliminar o emaranhado de fios utilizados no passado para ligar os aparelhos eletrônicos, por exemplo”. E, com o avanço da tecnologia os projetos de automação têm conquistado novas interfaces, como os assistentes de voz da Amazon e do Google.

“A casa do futuro já pode ser encontrada agora”, conclui a especialista. “O mercado brasileiro deve superar as expectativas dos consumidores nos próximos anos, proporcionando dispositivos inteligentes, de simples manuseio e a custos cada vez mais baixos. Tudo isso graças à disputada concorrência entre as marcas”.

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