Casas Inteligentes, que agora são chamadas de Smart Homes.

Evoluindo a passos largos, tecnologia se torna cada vez mais presente em nossas casas e em nossas vidas

Por José Assunção Rodrigues Junior Fotos Shutterstock.com

Ao longo dos anos, a tecnologia evoluiu com uma rapidez nunca antes vista, principalmente com a evolução da Inteligência Artificial. As nossas “Casas Inteligentes”, que agora são chamadas de Smart Homes, evoluíram de sistemas cabeados, pesados e caros, para sistemas sem fios, leves e relativamente acessíveis, popularizando o uso de dispositivos que, cada vez mais, fazem parte de nossas vidas.

Porém, como muitos especialistas já haviam previsto, chegou o momento de pensar na segurança e nos cuidados que estes sistemas têm que oferecer aos usuários. Muitos deles despertam as suspeitas de coletarem dados e utiliza-los para compartilhar outras empresas com o intuito de desenvolverem novos mercados e clientes para seus produtos, sem a autorização do usuário. Por isso, surgiu em muitos países (inclusive, no Brasil) a LGPD, Lei Geral de Proteção de Dados, que protege as informações que são fornecidas pelos usuários.

Debates

Além disso, estão sendo debatidos assuntos relacionados aos limites que a Inteligência Artificial pode atingir sem, com isso, causar riscos e prejuízos aos usuários e empresas que se utilizam desta tecnologia. No Senado Federal, este debate já começou. Mais recentemente, fui informado que duas das empresas que fornecem câmeras de CFTV que utilizo em projetos de segurança não podem comercializar seus produtos nos EUA, pois utilizam chip de uma empresa que se suspeita que seja um Backdoor (porta dos fundos em inglês), que é um sistema quase indetectável que permite o hakeamento de câmeras com o intuito de espionagem.

O fato é que, com a popularização dos dispositivos, que já não são mais novidades no mercado, passam a fazer parte da elétrica convencional, e por isso exigem normas e controles como todos os outros dispositivos que compramos nas lojas. Também precisamos pensar que, quem desenvolve estas normas são técnicos e empresas existentes e atuantes no mercado, que desenvolvem tecnologias pensando nelas mesmas, ignorando, muitas vezes, a diversidade dos usuários e a capacidade de se proteger contra os mal intencionados.

Pensem em um casal que tem a “casa inteligente” e se separa. A mulher fica na casa, mas o marido pode acessar remotamente os dispositivos e tornar a vida da ex-esposa insustentável na residência. A proteção deste sistema pode exigir a presença de um técnico certificado pela empresa fornecedora da solução, para fazer a troca de senhas ou um sistema simples que o próprio usuário possa fazer. Aliás, o haker pode estar dentro da própria casa!

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