A IMPORTÂNCIA DO CANAL CENTRAL EM UM SISTEMA DE HOME THEATER

Onde devemos posicionar o canal central, responsável pela reprodução dos diálogos dos filmes, para obtermos um resultado o mais próximo possível da realidade?

Por Fabio Tucci

Nos cinemas não avistamos as caixas acústicas frontais – não porque está escuro, mas porque ficam posicionadas (assim como os subwoofers) atrás da tela de projeção, por sua vez, feita de material especial, microperfurado. Como sentamos relativamente afastados da tela, não conseguimos ver os microfuros à distância – e o som chega claro e audível devido ao modelo de caixas acústicas instaladas nesses ambientes, do tipo “corneta”, otimizadas para serem instaladas com telas microperfuradas e projetadas para grandes espaços (por serem mais eficientes e com maior ângulo de dispersão sonora e alcance).

Você já experimentou desconectar a caixa acústica central do seu home theater e iniciar o filme? O resultado é, no mínimo, incômodo, uma vez que ouvimos todos os ruídos do filme, exceto as vozes. Agora, experimente mudar a caixa central de posição: se esta estiver acima da TV, posicione-a abaixo, e vice-versa. Se estiver muito baixa (ou alta), incline-a para os ouvidos. Faz muita diferença.

PROPAGAÇÃO DO SOM

A posição ideal da caixa central deve ser considerada, portanto, atrás da tela, o que torna mais difícil a reprodução deste efeito nas residências… No caso de sistemas com projetor, as telas domésticas não são microperfuradas, forçando-nos a posicionar a caixa central imediatamente abaixo ou acima da tela (TV ou tela de projeção).

Há alguns anos, fabricantes de caixas acústicas nacionais, seguidores de tendências e ávidos por novidades, criaram modelos de caixas de embutir com ajustes de ângulo de inclinação interna, favorecendo a propagação do som na direção do espectador. Alguns modelos têm apenas o tweeter pivotante, que melhora a eficiência dos agudos direcionando-os ao ouvinte. Pratica-se muito esse tipo de solução sem perda de qualidade, principalmente, onde predominam espaços amplos – como, por exemplo, um living com a extensão da sala de jantar.

Outra solução interessante quando se dispõe de uma parede de dry wall é colocar uma caixa acústica do tipo in-wall/in-ceiling logo abaixo da tela, nivelada com a mesma, conferindo um aspecto clean ao ambiente e mantendo a qualidade técnica do canal.

Igualmente recomendadas são as caixas acústicas motorizadas, que descem somente ao serem acionadas. Tais modelos possuem inclinação interna e conferem um visual automatizado ao sistema.

Independentemente da tela utilizada (TV ou tela de projeção), o correto posicionamento da caixa central é muito importante e deve ser respeitado ao máximo, mesmo havendo prejuízo na estética ou no decór. Desejo-lhe ótimas sessões e que as vozes (não as do além!) invadam sua sala com a maior clareza possível!

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